Zona Leste de SP é o ‘paraíso’ para ladrões de carros

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Pesquisa aponta que nove das dez vias preferidas dos bandidos estão na região mais populosa de SP

O mecânico Dionízio Lopes, de 64 anos, já perdeu as contas de quantas vezes ouviu a mesma história dos motoristas que procuram sua oficina na Avenida Sapopemba, Zona Leste. “Todo dia tem alguém que teve o carro roubado por aqui.”

A situação se tornou tão comum que ele mesmo já passou de ouvinte para personagem dos relatos. “E não foi uma, nem duas vezes, me levaram três carros”, contou.

O que já não é mais novidade na região coloca a Sapopemba em primeiro lugar entre as vias com maiores índices de roubos e furtos a automóveis, de acordo com levantamento de uma empresa de monitoramento de veículos.

Em seguida, aparecem a Jacu-Pêssego, Ragueb Chohfi e Aricanduva, também na Zona Leste da capital. É lá que estão os bairros São Mateus, Itaquera, Guaianases e Tatuapé, os preferidos pelos marginais principalmente às quartas-feiras, depois das 18h.

A região mais populosa da cidade, que virou paraíso para os ladrões, transformou em inferno o cotidiano de muita gente como Dionízio, que mudou sua rotina. “Eu chego bem mais cedo e adianto o trabalho com portas fechadas. Só abro depois das 8h. E fechar depois das 17h, nem pensar”, contou o dono da oficina mecânica, que teve furtado um Monza, um Corsa e uma Ipanema.

Nenhum deles, porém, está na lista favorita dos bandidos.

De acordo com o estudo, o Fiat Pálio foi o carro mais roubado na Grande São Paulo no primeiro semestre deste ano. Em segundo lugar vem o Volkswagen Gol, seguido por Fiat Uno e Ford Fiesta.

“Os populares são os mais visados porque a quantidade desses modelos expostos (na rua) é muito grande. Portanto, a quantidade de roubos também será. E, segundo, porque a procura por peças destes modelos é grande, o que alimenta a indústria dos desmanches”, explicou Alon Lederman, vice-presidente da Ituran Brasil.

Ainda na Zona Leste, a insegurança passa aos olhos de quem trabalha na Jacu-Pêssego, a segunda colocada entre ruas e a avenidas. A ousadia dos criminosos é tamanha que a menor distração pode ser fatal.

“No meio da tarde, um cliente parou na frente da oficina para trocar um estepe e, enquanto desceu, levaram seu carro”, contou Macedo de Souza, 45, proprietário de uma oficina mecânica na Jacu-Pêssego. Ele também já foi vítima. “Levaram o Uno da oficina que estava estacionado”, lamentou.

Mais acessíveis

Encabeçando a lista dos mais procurados pelos bandidos estão os veículos chamados de populares. Para Jorge Lordello, especialista em segurança pública e privada, as facilidades para adquirir um carro fizeram com que esses veículos chegassem até bairros mais periféricos. “São carros populares, mas novos e comprados a prazo que também passaram a circular por essas regiões com frequência.”

Outras facilidades dos populares também seduzem os criminosos. “Um carro popular é muito mais fácil de fazer uma ligação direta”, disse Wesley Araújo, 26, que trabalha em um lava-rápido.

“Além disso, tem a questão das peças desses veículos que são mais fáceis de serem vendidas no desmanche, pois servem em outros modelos e também porque os carros populares são a maioria”, completou o mecânico Macedo de Souza.

Apesar do alto índice de roubos e furtos na Zona Leste, a empresa responsável pelo estudo disse trabalhar com tabela fixa de valores e não leva em consideração o local.

Feito com base nos dados de mais de 250 mil veículos monitorados. O levantamento aponta que, além da quarta-feira ser o dia da semana com maior número de roubos e furtos. O período da noite é o mais perigoso. Com 40,11% dos casos, em especial das 21h às 23h, com 20,14%. Das 18h às 20h foram 19,97% dos casos.

Fonte: diariosp.com.br

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